ANSIEDADE: VILÃ OU ALIADA NO EMPREENDEDORISMO FEMININO - Nala Rizzo - Psicóloga

fevereiro 07, 2020

Empreender não é uma tarefa fácil, ainda mais em um país como o Brasil onde a burocracia e os impostos são exorbitantes, entretanto mesmo com alguns impasses, cada vez mais as mulheres vem conquistando seu lugar não só no mercado de trabalho como um todo, mas também no mundo dos negócios, que atualmente tornou-se também lugar de mulher, afinal "lugar de mulher é onde ela quiser" onde ela se sente confortável e feliz,  já que capacidade e criatividade é o que não nos falta.

Ter o próprio negócio é o sonho de muitas mulheres, que buscam ter uma maior autonomia, flexibilidade de horários, trabalhar no seu próprio tempo, exercer aquilo que realmente lhe dar prazer e ainda poder ter mais tempo para família e si mesma, ou seja, alcançar a tão almejada “qualidade de vida”. É muito comum observarmos que algumas mulheres, mesmo tendo carreiras sólidas e estáveis passem pelo desejo de mudança e escolhem começar a empreender após a maternidade.

Apesar de todas essas vantagens, empreender pode gerar naturalmente bastante ansiedade, tendo em vista que há alguns riscos inerentes a situação e que geram alguns medos como: ficar sem dinheiro, não ser bom o suficiente, falhar, ficar sobrecarregado, não saber o que virá e ter que lidar com o novo, ou seja, com algo relativamente desconhecido. Ponderar tudo isso é super natural e legítimo, desde que isso não te paralise.

A ansiedade pode ser um elemento a favor, quando ela nos alerta, nos poupando de algumas  situações e nos protegendo de possíveis prejuízos, é um alerta que nos vem como uma luzinha interna que se acende para que possamos ter cautela e fazermos as melhores escolhas. A ansiedade também se manifesta de uma forma saudável quando ela nos motiva, nos gera energia para nos movermos e colocarmos em ação tudo aquilo que planejamos até alcançarmos o resultado esperado.

Mas então quando a ansiedade pode nos atrapalhar? Ela pode começar a nos trazer prejuízos quando percebemos que sua intensidade está mais elevada, os medos e a insegurança no agir ficam cada vez maiores, impedindo de fazer coisas importantes, nos sentimos incapazes, nos cobramos de forma exagerada, não permitimos errar e deixamos de agir por achar que não seremos perfeitos, procrastinamos, perdemos oportunidades e o sofrimento crescente nos desmotiva de seguir em frente. Sem falar nas sensações físicas que acompanham todo esse processo, como taquicardia, falta de ar, suor nas mãos, entre outros. É bastante comum que em alguns casos em que a ansiedade está num nível patológico, apresentar também um quadro associado de depressão, já que as perdas e frustrações são constantes nesse processo de esquiva.

O alerta deve existir quando os sintomas abaixo aparecem de forma persistentes como os listados abaixo:

  • Insegurança,
  • Tensão muscular,
  • Preocupação excessiva,
  • Tensão muscular,
  • Dificuldade para dormir,
  • Necessidade de controle
  • Pensamento acelerado
  • Procrastinação
  • Perfeccionismo
  • Medos irracionais

Avalie se sua ansiedade está sendo sua aliada ou pode estar te prejudicando, caso tenha se identificado e esteja sofrendo, busque uma ajuda especializada, a psicoterapia pode ser uma valiosa ferramenta nesse processo que irá te ajudar a resgatar as suas potencialidades e lhe oferecer inúmeros recursos para lidar com essa situação, assim você poderá empreender com saúde emocional obter ainda mais sucesso!

 

Nala Rizzo G. Alexandre

Psicóloga Clínica e Hospitalar

Atendimento Presencial e Online

Foco em Ansiedade

CRP: 05/35288